Microchip veterinário: por que é importante?

Com mais de 30 milhões de animais abandonados no Brasil, saber identificar um único animalzinho se torna uma tarefa extremamente difícil para veterinários, ONGs e protetores. As diversas semelhanças entre raças de cães e gatos dificultam a identificação até mesmo para os responsáveis. Para derrubar este obstáculo, uma tecnologia foi criada como uma alternativa para o reconhecimento de pets e facilitar o trabalho dos profissionais: a introdução de um microchip veterinário.

Por que utilizar?

Entre muitas vantagens que o item pode trazer, a segurança é a mais significativa. Um animal com o chip inserido pode ser facilmente identificado por profissionais caso aconteça de se afastar de sua família responsável. É um método seguro e inviolável, que garante a segurança do animal. No caso dos veterinários, a utilização da ferramenta facilita no acesso aos dados do pet, como consultas a exames, tratamentos e eventuais procedimentos cirúrgicos.

Qualquer cão e gato estão aptos a receberem o microchip, não importando seu tamanho ou peso. Alguns veterinários recomendam que o chip seja implantado próximo da data da terceira vacina, quando os filhotes estarão com aproximadamente 90 dias. A estrutura física do animal nessa idade ajuda que o mesmo sinta menos dor na hora da aplicação.

Apesar dos benefícios, a utilização da tecnologia no Brasil tem uma desvantagem: ainda não há um banco de dados unificado no país. Apesar do leitor do scanner seguir um padrão internacional e ter a capacidade de ler todos os microchips, o tutor do animal em questão deverá fazer o cadastro em todos os bancos de dados disponíveis para garantir que a ferramenta consiga fazer a varredura completa.

Para viagens internacionais como Japão e União Europeia, por exemplo, o microchip veterinário já é de uso obrigatório.

Entendendo a tecnologia

O “chip para pets” é um dispositivo eletrônico posicionado dentro de um cilindro de ar, do tamanho de um grão de arroz e quase inidentificável ao olhar humano. Sem a necessidade de utilizar pilhas ou baterias para recarregar, seu uso pode durar por quase toda a vida útil de um animal.

O procedimento para inserir o chip é rápido e deve ser realizado sempre por um veterinário especializado e capacitado para a cirurgia. A microcirurgia é feita com a ajuda de uma agulha hipodérmica que introduz a ferramenta no animal, abaixo da pele.

Para ativar a tecnologia é simples: o veterinário deve passar um scanner por cima do local onde o chip foi inserido. Ao ser ativado, ele emite uma frequência de rádio. O número de cadastro que aparecer na tela é usado para acessar um banco de dados que terá todas as informações mais importantes para encontrar o animal, como nome, número de telefone e endereço do responsável.

Microchip NÃO é um GPS

Segundo a Associação Americana de Médicos Veterinários, a chance de um animal não ser identificado por um microchip é praticamente inexistente. Isso não significa que a tecnologia sirva como uma ferramenta para encontrar um pet perdido. Ela é utilizada para identificar cães e gatos encontrados na rua, ou seja, não há como rastrear seu bicho de estimação por meio do chip.

“Os gastos para a utilização da tecnologia pode variar de acordo com o profissional que o tutor procurar”, explica a Drª Roberta Consani, veterinária consultada pelo blog. Em média, o preço pode variar entre R$ 80 e R$ 120.

Conheça algumas clínicas veterinárias que fazem o procedimento em São Paulo:

Pet Care Hospital Veterinário
Vet Quality Centro Veterinário
Hospital Veterinário Sena Madureira

Lembre-se: ao encontrar um animal perdido, leve-o ao veterinário para fazer a identificação. Coleiras são métodos eficazes e usuais, mas não são infalíveis. Elas nem sempre contém um número para entrar em contato com os responsáveis. Se você tem o interesse em fazer a inserção do microchip veterinário, fale com o seu profissional de confiança e entenda como é possível fazer o procedimento em seu pet.