Carrapato: conheça os sintomas e como prevenir

O parasita mais comum entre os cães é o Rhipicephalus sanguineus, que pode transmitir a Erliquiose e a Babesiose, conhecidas como doença do carrapato.

A Erliquiose (“doença do Carrapato”) raramente atinge gatos ou seres humanos. É uma doença mais comum durante o verão, já que os carrapatos precisam de calor e umidade para se reproduzir.

Os carrapatos da espécie Rhipicephalus sanguineus são encontrados principalmente em sítios onde há cavalos e áreas verdes. No caso de condomínios arborizados, também se tornam o habitat ideal para os carrapatos. Portanto, é praticamente impossível se tratar o ambiente neste caso.

A doença é transmitida de um cão contaminado para um cão sadio, através do carrapato e da pulga. A pulga pode fazer o papel do carrapato e também transmitir a doença.   

 Principais sintomas: 


1. Fase aguda: onde o animal doente pode transmitir a doença e ainda é possível que se encontre carrapatos.


Febre,falta de apetite, perda de peso e uma certa tristeza podem surgir entre uma e três semanas após a infecção. O cão pode apresentar também sangramento nasal, urinário, vômitos, manchas avermelhadas na pele e dificuldades respiratórias. É importante estar sempre atento à saúde do animal. Normalmente o dono só percebe a doença na segunda fase, e assim como outras doenças, o diagnóstico precoce é fundamental para a recuperação.

 
2. Fase subclínica: pode durar de 6 a 10 semanas (sendo que alguns animais podem nela permanecer por um período maior)


O cachorro não mostra nenhum sintoma clínico, apenas alterações nos exames de sangue. Somente em alguns casos o cão pode apresentar sintomas como inchaço nas patas, perda de apetite, mucosas pálidas, sangramentos, cegueira, etc. Caso o sistema imune do animal não seja capaz de eliminar a bactéria, o animal poderá desenvolver a fase crônica da doença.
 
3. Fase crônica: 


Os sintomas são percebidos mais facilmente como perda de peso, abdômen sensível e dolorido, aumento do baço, do fígado e dos linfonodos, depressão, pequenas hemorragias, edemas nos membros e maior facilidade em adquirir outras infecções. A doença começa a assumir características de uma doença autoimune, comprometendo o sistema imunológico. É comum o animal apresentar os mesmos sinais da fase aguda, porém atenuados, e com a presença de infecções secundárias, tais como pneumonias, diarreias, problemas de pele etc. O animal pode, também, apresentar sangramentos crônicos devido ao baixo número de plaquetas (células responsáveis pela coagulação do sangue) ou cansaço e apatia devido à anemia.

 Como prevenir meu cão de ter a Doença do Carrapato?

Primeiramente, devemos nos conscientizar que 90% dos carrapatos ficam no ambiente e não no cão. Eles se reproduzem e permanecem no ambiente a maior parte do tempo. Vão para o animal apenas para se alimentar. Por isso, animais que vão para sítios podem facilmente carregar o carrapato para outros lugares.

Ter o controle dessa doença é essencial porque ainda não existe uma vacina específica que proteja o animal. Muitos veterinários recomendam o uso de uma coleira feita para manter os carrapatos longe dos pelos dos animais. Há ainda também sprays e comprimidos que podem ser utilizados contra a doença.

Para maior segurança de nossos animais, devemos cada um cuidar de seu animal com a devida atenção, o que torna a prevenção altamente necessária. Fazer check-up em seu cãozinho regularmente é muito recomendado por especialistas. Antes de iniciar um tratamento, faça uma visita ao seu veterinário de confiança para que ambos tomem as providências corretas para o controle da enfermidade.

Escrito por Roberta Consani, Médica Veterinária especialista em animais silvestres.