Depressão em animais: aprenda a identificar e como tratar a doença

Depressão é um transtorno mental muito diagnosticado em seres humanos. O que muitas pessoas não sabem é que os animais também são passíveis de sofrer da mesma condição. Segundo especialistas, no caso de cães e gatos, vistos com mais frequência como animais de estimação, a depressão tem mais chances de aparecer.

“Não há estudo que associe predisposição a alguma raça específica, certo é que esses animais podem desenvolver depressão”, contou a veterinária Luiza Albuquerque Romualdo ao Olhar Animal. “Eles podem sofrer um grande estresse por uma mudança drástica de hábito, por exemplo, se seu tutor precisar ficar muito tempo fora, ou se for preciso mudar de casa”.

O que causa a depressão em animais?

Fatores que geram ansiedade, tédio e insegurança são algumas causas comuns que afetam nossos animais de estimação, principalmente os que passam muito tempo sozinhos em casa. Mudanças bruscas na vida do animal, como mudança de território, perda de tutor ou até mesmo um companheiro animal também são situações que podem agravar a tristeza no pet.

Assim como a perda de um amiguinho, a inclusão de outro animal na vida do seu pet também pode ter efeitos negativos. Um cachorro que está acostumado a ser o “dono da casa” pode se sentir infeliz ou ameaçado pelo outro animal, podendo causar transtornos e até mesmo ciúmes (falamos mais sobre ciúmes animal aqui).

A perda de liberdade (quando o cão fica privado de caminhadas e passeios constantes, por exemplo) e experiências traumáticas – como cirurgias e atropelamentos – não ficam de fora da lista, e animais que estão em fase de recuperação de alguma doença mais séria também podem apresentar comportamentos alterados de apatia.

Como podemos diagnosticar?

De acordo com a veterinária parceira do blog, Roberta Consani, existem alguns sintomas recorrentes em animais que sofrem de depressão que os tutores podem observar. São eles:

  • Falta de apetite
  • Apatia
  • Rejeição ao toque físico
  • Automutilação
  • Isolamento
  • Falta de ânimo para socializar e passear
  • Necessidades feitas em lugares inadequados

Prevenção

Algumas atitudes consideradas básicas podem ajudar para que os animais de estimação não fiquem sujeitos a tais transtornos. Um ato simples como dar carinho, brincar com frequência, levar para passear e não deixar de alimentá-lo são ações que podem ajudar na prevenção da doença.

Inserir uma rotina ao seu cão ou gato é extremamente saudável em quaisquer circunstâncias. De qualquer modo, ao menor sinal de alterações comportamentais, não hesite em procurar um médico veterinário. Independente do caso, quanto mais rápido o diagnóstico, menos o seu pet sofrerá com a doença.  Se o quadro for mesmo de depressão, é fundamental tratar o animal a tempo para evitar complicações.

Qual é o melhor tratamento?

Segundo Roberta, alguns veterinários costumam sugerir o tratamento homeopático simples, muito usando no combate a outras doenças. Isso vai depender do grau de depressão em que seu pet se encontra.

Antidepressivos e outros medicamentos alopáticos também podem ser prescritos para cães diagnosticados, sendo que tais produtos , quando combinados com exercícios físicos, podem trazer resultados positivos. Há ainda tratamentos mais alternativos, como o uso de florais.

Apesar dos tratamentos recomendados por especialistas, tanto o melhor remédio quanto a melhor prevenção ainda pode ser o bom e velho conhecido laço entre tutor e seu pet: o amor. Nunca deixe de dar a atenção devida a ele e cuide sempre com carinho, não se esquecendo de entrar em contato com o veterinário de sua confiança se começar a detectar alguns sintomas de depressão.